Sobre

Apresentação Hæresis Associação Psicanálise

Cirlana Rodrigues de Souza

Começo com Sigmund Freud, porque é sobre psicanálise. Há um ensaio de Freud, de 1917, chamando Uma dificuldade da Psicanálise que merece ser resgatado. Ele fala da teoria e da prática construídas com e na clínica das afeções psíquicas, da perigosa confusão do inconsciente com algo que estaria fora da consciência, está atento a uma ‘supremacia do Eu’, fala das “feridas narcísicas” da humanidade e que a psicanálise se dedica a uma dessas feridas narcísicas. Cito Freud: “Direi, logo de início, que não me refiro a uma dificuldade intelectual, algo que torne a psicanálise inacessível à compreensão do ouvinte ou leitor, mas a uma dificuldade afetiva: algo que torna alheios à psicanálise os sentimentos do indivíduo, de modo que este não se inclina a acreditar ou demonstrar interesse por ela. Logo se percebe que as duas dificuldades resultam numa só. Quem não vê com bastante simpatia uma coisa não a compreende facilmente” (FREUD, 1917/, 2010 p.181).  Freud usa as páginas seguintes, desse ensaio, para dizer o porquê dessa dificuldade, uma dificuldade narcísica, no final das contas, pois ela inscreve uma ferida ali onde tudo aparece sobre o controle da consciência e do entendimento das coisas. Ele informa que a psicanálise é uma “teoria da libido”, cuida dos “distúrbios nervosos”, de causas e explicações na “vida instintual da psique” (aqui a tradução melhor é vida pulsional/tema para outra hora), vida essa que é o fundamento da metapsicologia que busca nela a gênese das afecções neuróticas. Após delinear os fundamentos dessa teoria da libido, enfatiza o narcisismo, nosso amor próprio, mesmo que amemos algum outro objeto. Freud conta das feridas narcísicas da humanidade e como a psicanálise é uma dessas feridas, ou seja, a psicanálise, desde sempre, não pode se conformar com o amor próprio, com o narcisismo, com os idealismos, com as onipotências de nossos pensamentos e atos. Ele assinala “que o narcisismo geral, o amor próprio da humanidade, sofreu até o momento três duras afrontas por parte da pesquisa científica” (p.181). Lembro que ele se refere à pesquisa científica de seu tempo e o lugar que ele pensava a psicanálise dentro da referida pesquisa científica. Segundo Freud, essas três afrontas são: Primeira afronta) O homem, diz Freud, “vê-se no centro de um círculo que abrange o mundo exterior. A posição central da Terra era garantia de seu papel dominante no universo, e parecia condizer muito bem com a tendência humana de sentir-se dono deste mundo”(p.183), essa “ilusão narcísica” foi destruída por Nicolau Copérnico, no século XVI, confirmando o que outros já haviam suposto, antes dele, que a posição privilegiada da Terra era um engano: não somos o centro e nem os donos do Universo; Segunda Afronta) Lembra Freud que, “No curso de sua evolução cultural, o homem se arvorou em senhor das demais criaturas do reino animal” (p.184), dotado de razão e uma alma imortal, o mais distante possível das outras criaturas da Terra, mas Charles Darwin colocou fim a essa presunção e somos uma espécie animal, muito próxima de muitas outras, dos ratos por exemplo, sabemos hoje pelas pesquisas genéticas: a nossa linguagem é o que nos salva e linguagem essa, como dirá Lacan depois, que já faz o homem nascer como um grande mal-entendido; e Terceira afronta) É aquela “psicológica” e a “mais sentida” diz Freud: “Embora humilhado exteriormente, o homem sente-se soberano em sua própria psique. Ele criou, em alguma parte do âmago de seu Eu, um órgão inspetor, que vigia seus impulsos e ações, para que coincidam com suas exigências. Não sucedendo isso, são implacavelmente inibidos e recolhidos. A percepção interna do Eu, a consciência, informa-o sobre todos os eventos significativos da atividade psíquica, e a vontade, orientada por essas notícias, executa o que o Eu ordena, modifica o que tenderia a realizar-se autonomamente” (p.184), mas as neuroses mostraram a Freud que “De repente surgem pensamentos que não se sabe de onde vêm; tampouco se tem como expulsá-los. Esses hóspedes desconhecidos parecem até mais poderosos do que os submetidos ao Eu; resistem a todos os meios coercivos da vontade, aprovados em muitas ocasiões, e permanecem imperturbados ante a refutação lógica, indiferentes ao desmentido da realidade. Ou ocorrem impulsos que parecem os de outro indivíduo, de modo que o Eu os renega, mas tem de receá-los e tomar precauções contra eles. O Eu diz a si mesmo que se trata de uma doença, uma invasão estrangeira, e aumenta a vigilância, mas não pode entender porque se sente paralisado de maneira tão estranha” (p.185), lembra que tudo se agrava porque “Você acredita saber tudo o que de relevante se passa em sua mente, já que sua consciência o informa a respeito disso. E, quando não recebe notícia de algo na mente, supõe, com muita confiança, que aquilo não se acha nela […] Você se comporta como um rei absoluto, que se contenta com os dados fornecidos por seus principais cortesãos e não desce até o povo para escutar a voz dele” (p.187), e ele profere a famosa sentença: “[O] Eu não é senhor em sua própria casa(p.187), consequência de haver inconsciente e da significação psíquica da sexualidade, uma afronta ao amor próprio do ser humano. E sobre isso, Freud termina com uma sentença muito atual: “Não surpreende, portanto, que o Eu não demonstre boa vontade com a psicanálise e se recuse obstinadamente a dar-lhe crédito” (p.187).  É a isso que atrai resistência e recusa que se dedica esta Associação que apresentamos a vocês. Aquilo que é em conformidade nunca interessou a Freud e é preciso resistência, insistência e não conformidade dentro da própria psicanálise.

A Hæresis Associação Psicanálise é um modo de fazer laço em torno da psicanálise estabelecida por Sigmund Freud e Jacques Lacan. E isso coloca a trabalho aqueles que desejam se emaranhar em torno da psicanálise pelo desejo em ser psicanalista, lembrando que dizer ‘desejo’ é dizer de uma busca de algo que nos causa justamente por ter sido perdido, por ser o que não teremos e, com isso, esse enlaçamento é um percurso, um caminho onde o enunciado “Eu sou psicanalista” será de uma elaboração em continuidade, praticamente uma outra ‘ferida narcísica’: sujeito sabe de seu desejo em ser analista e o Outro, sua alteridade, nesse enlaçamento, é para marcar a distinção entre um psicanalista e outro psicanalista. Esse processo é trabalhoso, seu tempo é o lógico, nos termos de ver, compreender {que há falta} e concluir sem terminar, pois, toda carta volta ao seu “ponto” de origem, que é inacessível. Nossos modos de trabalho giram em torno da premissa freudiana: análise, supervisão e estudos/investigações teóricas. Hæresis se nomeia uma Associação justamente porque essa simples palavra pode causar equívocos (ser algo como uma escola, uma instituição), mas como significante podemos fazer girar sentidos e cair nesse A/a- ssociar, e para a psicanálise um a (minúsculo) marca a falta da falta (coisas do Objeto a), se for A (maiúsculo) marca o simbólico, a alteridade. De todo modo, A/associar é fazer laço em torno da falta, fazendo as vezes de um nó borromeano: ética da psicanálise onde o reconhecimento de si é pelo que não te predica. Aquele que anuncia seu desejo em ser psicanalista precisa fazê-lo considerando seu tempo. Foi Lacan quem disse isso. É uma ética para um sujeito no mundo que caminha pelas nossas questões particulares, singulares, sociais, históricas e culturais e se opõe a qualquer situação de silenciamento de todo sujeito. Também, coloca a trabalho aqueles que desejam se emaranhar em torno da psicanálise pelo desejo de dialogar com a psicanálise e, nesse diálogo, apostar na diferença e na convergência em torno de questões que lhes afetam. Desde Freud, temos a psicanálise aplicada assombrando. Aplicar não é convergir. Em ambos os casos, ser psicanalista e dialogar com a psicanálise, e pode haver outros, Hæresis não se sustentará como espaço instituído de colocar a trabalho a psicanálise e as pessoas que ali circulam por meio de normas e estatutos (mesmo que tenhamos o nosso autenticado em cartório) que dizem como dever ser um psicanalista: isso cai hora outra, muda, pessoas entram e saem por não se adequarem a essas normas e regras, mas, principalmente, pela dificuldade contada por Freud. Hæresis se sustentará, antes de mais nada, como espaço pulsional, onde as pulsões, tal como lembra Jacques Lacan no Seminário, Livro 23, O Sinthome, “são, no corpo, o eco do fato de que há um dizer” (18/11/1975, p.18). E, continua ele, esse dizer para ressoar e consoar precisa de um corpo que lhe seja sensível. Hæresis é corpo de linguagens onde esperamos que soe, consoe e ressoe os ditos, não ditos e atos psicanalíticos, onde os afetos, efeitos da linguagem no corpo, nos deem o tom desse percurso: o ritmo de uma formação que é ritmo pulsional, pois essas pulsões que não têm um objeto, têm um ritmo, de cada um. E, apostamos que é esse ritmo de cada um e os afetos que farão esse enlaçamento, vão compor a Hæresis como um espaço de trabalho com a psicanálise, espaço transferencial. Nesse espaço, ser psicanalista não será uma imposição: desejo não se impõe, será uma escolha. Aguardemos que cada um faça sua escolha por fazer sua ‘formação’ na Hæresis.

Hæresis é Heresia. Para saber porque escolhemos esse nome, basta saber o que é uma heresia e o que Lacan disse sobre isso.

Heresia é aquilo que contraria uma doutrina estabelecida, como uma escolha por outro entendimento, outro paradigma, outra leitura. Assim, vemos que é preciso reconhecimento de um campo e seus fundamentos e dos aspectos que o determinam, o especificam e o nomeiam, para então escolher uma outra modalidade de se fazer com isso que se reconheceu. Reconhecemos os fundamentos do campo psicanalítico instaurado por Sigmund Freud e Jacques Lacan que giram em torno do fato de haver inconsciente (existência na linguagem) e do fato de que há Real, pulsão, mal-estar, desejo, o Outro barrado, gozo, não sentido, o simbólico, o imaginário, a clínica, sujeitos no mundo e o objeto a. Existe tudo aquilo que possivelmente passaremos toda a vida estudando e fazendo: os discursos de Freud e de Lacan não se esgotam em uma introdução, em um grupo, em um cartel, em um encontro, em um congresso, em uma associação, em uma escola, em um comentário.

            Hæresis é da língua grega, sua etimologia remete ao grego mais antigo: αἵρεσις ‎(haíresis). Ela chegou no latim como genitivo singular, é substantivo feminino da terceira pessoa, e como genitivo mantem relação com outra coisa: uma escolha está relacionada com outra coisa. Hæresis significa escolher outra coisa.  A psicanálise só pode ser território de heresia: psicanalisis territorium hæresis est.

Uma pequena história das heresias (de João Ribeiro Jr., 1989): Sempre escutamos heresia atrelada à religião. Se lembrarmos que religião é uma crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência, se compõe de sistemas culturais e institucionais normatizadores e reguladores da vida, e disso resulta uma postura intelectual e moral, por isso as religiões e seus líderes, a primeira coisa a se fazer é não atrelar a psicanálise ao modo religioso de se funcionar: a psicanálise não é uma religião, não postulada deveres, pecados, não regula a vida. Mas, não é por acaso que a Heresia ganha lugar na nossa cultura pela leitura religiosa que se fez desse mito grego. Tem esse tom sempre de afronta a uma religião. Heresias, escolhas, começam lá nos primeiros tempos do cristianismo: os apóstolos, aqueles que tinham “gozado a vista, a conversação e a confiança de Cristo” (p.09) tinham opiniões divergentes e começavam a dividir os fiéis. Isso, ao longo dos séculos, ganha dimensão política e de disputa de poder entre Igreja e os impérios e torna-se um motivo para os tribunais da Inquisição. Para os helenos, era a deusa da escolha, Hæresis Dea, e com a Igreja ela ganha um sentido pejorativo, opinião que está fora do que determina a Igreja.  Ao se fazer uma escolha, algo precisa ser deixado, um outro caminho precisa ser tomado, é preciso divergir, desviar, não concordar, separar, afastar-se cada vez mais do ponto de partida, pois existe uma ‘divergência’ entre a verdade revelada e o que dela vai ecoando. Para a psicanálise, não vamos esquecer que toda escolha leva a marca da impossibilidade. Os heréticos sempre foram os insatisfeitos com essa verdade revelada, ou com o que se revela dessa verdade, ou com o modo como se revela essa tal verdade e, mais ainda, afirmavam que essa verdade revelada é sempre não toda. O apostolo Paulo disse que “é preciso que haja heresias”, pois são “pulsões da novidade” (p.20). Disse isso em outros tempos. Um ponto importante: “A heresia nem sempre nasce da dúvida intelectual […] ela também surge das condições sociais, econômicas e políticas; da oposição das classes” (p.63). Aspecto importante na idade média. E na atualidade.

Sobre essa pequena história, existe um aspecto que merece ser destacado: antes da divergência de opiniões, de ideias, de valores sociais e históricos, é preciso ficarmos atentos que se trata de apagar a ‘escolha’ como ato em si, de matar Hæresis Dea: impedir que se façam escolhas.

Porque analistas fazem escolhas? Ou, analistas podem fazer escolhas? Duas respostas, entre outras, dadas por Germano Almeida (2016) e Aline Accioly Sieiro (2016[i]). Para Germano Almeida, fazem escolhas, mas é preciso afrontar o ideal despertado no “quero ser um psicanalista” construído na psicanálise lacaniana e interiorana (do cerrado). Para ele, essa psicanálise do Sertão da Farinha Podre precisa “diferenciar a posição feminina da sexuação de uma posição afeminada, pautada na identificação com o enigma, ou do mal-entendido da linguagem. Enquanto [nessa psicanálise] se perpetua um certo aprisionamento de uns na verdade psicanalítica vendida por aqueles que estabelecem um dialeto próprio, exercem controle e vigilância, outros são tomados como [eternos] alunos, rebeldes, agressivos, ameaçadores. Enquanto esse falso problema é perpetuado, a transmissão fica posta de lado e os efeitos se repetem, incesto e morte.”  Para Aline Accioly, aquele que diz querer ser psicanalista está em risco de ser capturado pelo ideal imaginário do ofício do psicanalista e fica circulando por cursos, grupos e instituições que possam recebê-lo com o lugar de analista em intenção que ele supõe necessitar ser reconhecido: não consegue fazer escolha. Essa circulação apaga a marca da impossibilidade na transmissão da psicanálise e podemos apostar que esses espaços de estudos, análise e supervisão se tornam lugares de mestres que levam às últimas consequências a teoria da sedução, pois não são o álgama (objeto misterioso, não sabido) que deveria se esconder atrás de suas nada atraentes figuras: mas se apresentam como o psicanalista que você quer ser e, ao fazer isso, determinam o que você deve escolher. Conforme Aline Accioly, “Para levar a política do inconsciente como não realizável às últimas consequências, é preciso que um psicanalista não tenha medo de seu ato.”.

Homofonia são vozes semelhantes, daquele que fala e daquele que escuta, onde um diz uma coisa e o outro escuta outra coisa nisso que foi dito. Nessas mesmas vozes há o que interessa à psicanálise, que surpreende ambos naquele jogo de “Não foi isso que eu disse, mas foi isso que escutei, porque você disse”. É a sobrevivente estrutura da língua, do inconsciente freudiano falando. Hæresis se pronuncia /ˈhae̯.re.sis/, [ˈhae̯.rɛ.sɪs]. Som da língua que enlaçou Jacques Lacan, em seu RSI. Como língua latina, RSI, real, simbólico e imaginário: [ɛʀ] [ɛs] [i] está dentro da Hæresis, portanto, escolha é enodamento borromeano, suporte do sujeito.

Em 18 de novembro de 1975, Jacques Lacan começa seu Seminário, livro 23, O Sinthome. Esse é o lugar, na elaboração lacaniana, de uma torção definitiva: há o que suporta o sujeito, mesmo quando sua estrutura parece se romper, é o que se faz amarrando o real, o simbólico e o imaginário ao corpo que esse sujeito tanto adora, amarra o que não se nomeia, o que se nomeia e o próprio nome. As consequências disso são tão radicais quanto a própria hipótese do inconsciente, uma quarta ferida narcísica, pois além de perder-se de seu amor próprio, amor que é do Outro, o sujeito vai ficar perdido de si mesmo: sem nome, sem identidade, sem classificação, sem sintomas, sem metáforas, sem predicações. Sabe-fazer o quê disso? É o escritor irlandês James Joyce e sua obra Finnegan’s Wake que vão contar a Lacan como saber-fazer disso que de fato não se sabe mesmo escrevendo, mesmo adoecendo, mesmo fazendo todos os sintomas, mesmo sendo compreendido, mesmo sendo barrado, mesmo sendo angústia. Vejam que assim como Freud fez do sonho sua dimensão de psicanalisar e encontrou nele um buraco na garganta de Irmã que não tinha sentido, Lacan encontrou no Wake de Finnegan a entrada nesse buraco, uma outra dimensão onde a estrutura simbólica da língua e todo seu funcionamento não opera e menos ainda as consistências do imaginário. Ao falar de Joyce e seu “sinthoma que rola” (p.16), sua arte, ele diz que esse escritor “por ter reconhecido a natureza do sinthoma, não se priva de usar isso logicamente, isto é, de usar isso até atingir seu real, até se fartar” (p.16), até gozar. Perceberam que é uma dica de Lacan sobre o que é esse sinthoma. Sobre esse sinthoma de James Joyce, Jacques Lacan diz: “Mas é um fato que Joyce faz uma escolha e, nisso, como eu, é um herético. Pois Hæresis é realmente o que específica o herético. É preciso escolher a via por onde tomar a verdade. Ainda mais porque a escolha, uma vez feita, não impede ninguém de submetê-la à confirmação, ou seja, de ser herético de uma boa maneira” (p.16). A via por onde tomar a verdade é escolha de cada um, mas deve ser submetida ao Outro, nisso consiste nossa “liberdade” de escolha e destrói ideais de autonomia e livre arbítrio. Ainda, a quem direcionamos nossa escolha, é escolha nossa: eis a maior das heresias, escolher com que me enlaço e deixar ir uns e outros.

Se comecei com Freud, fiquei amarrando com Lacan, vou terminar essa apresentação com William Shakespeare, para quem o herético “não é aquele que é queimado na fogueira, mas sim aquele que ascende a fogueira. ”

Referências

Freud, S. (1917). Uma dificuldade da psicanálise. Trad. P. C. de Souza. In______. Obras completas, v. 14. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

LACAN, J. Seminário, Livro 23. O sinthoma (1975-1976). Trad. Sérgio Laia. Rrev. André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007

RIBEIRO, JR. J. Pequena história das Heresias. Campinas, SP: Papirus Editora, 1989.

[i] Trabalhos apresentados no II Seminário do GELP/GELS/ILEEL em 15/12/2016.


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Psicanalista, mestre em psicologia aplicada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atende em consultório particular e oferece supervisão clínica e institucional. Além da experiência clínica, desenvolve projetos e pesquisa nas áreas de psicanálise Freud-Lacan, angústia em suas diversas apresentações sintomáticas, sofrimentos de gênero, sexualidade e corpo.

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Psicólogo, mestre em Psicologia Aplicada – eixo Psicanálise e Cultura, Psicanalista, Trabalhador da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), em específico no Centro de Atenção Psicossocial – álcool e outras drogas (CAPS ad da Prefeitura Municipal de Uberlândia) e na Equipe Zazie. Interesso-me pelos seguintes campos: a infância (em especial a detecção de risco de sofrimento psíquico na primeira infância e a intervenção à tempo), transmissão em psicanálise, psicopatologia, escuta psicanalítica, questões de gênero e constituição do sujeito.

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